segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Insónia




















Saudade ataca de noite
Num estranho ritual
Não há bem que em mim se acoite
Que me faça tanto mal
Deita-se na minha cama
E é como estar no limbo
Sinto-lhe o calor da chama
E a pressão do carimbo
É a montra à minha frente
Com o vidro a separar
Vejo tudo claramente
Sem lhe poder tocar
Conforta-me a almofada
Que comigo se encontra
E me diz que a madrugada
Vai partir o vidro à montra

4 comentários:

ANA MARIA CARIDADE disse...

Rosário,

Saudade é isso mesmo
Dor,
Sofrimento,
Recordar,
Desejar o momento
o toque,
o sorriso
querer o paraíso
é a lágrima sem querer,
a dor do reviver
O abraço apertado.
o sonho inacabado
momento tão profundo...
Saudade é nossa
Não tem outro idioma no mundo...

Ana

ANA MARIA CARIDADE disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anaquariana disse...

Pois é amiga, a saudade é a memória do coração...
E é de noite, palpitando no escuro que me dissolvo e de nada me serve a lâmpada. É noite, completamente noite!...
Mas a manhã traz outro dia e o corpo salta do sono. Tudo o que à noite perdemos, de manhã encontramos.
Chupemos o gosto da vida porque o essencial é viver!
Um grande beijinho.

Nux@ disse...

E porque a saudade DOÍ e não passa com um análgésico creio que só a amizade que nos envolve a todos como algo quente e fofo nos ajuda a confortar!
Falo por mim, que quando chega a noite me lembro de todos quanto me querem bem e me aninho no seu conforto e adormeço feliz ...
Beijos grandes. ADOREI!!!