
Deixo aqui uma pequenina homenagem ao poeta Ángel González. Um poeta desconhecido para mim até ao dia em que um amigo se lembrou de me enviar vários poemas dele, poemas lidos pelo próprio poeta. Assim que comecei a ouvir as suas palavras, senti-me de imediato envolvida nelas, pela voz, pela força da mensagem, pela sensualidade, pelo amor e liberdade que elas transportavam. Para alguns, este, é um poeta do pessimismo, para mim, é um poeta do Amor e da Liberdade, um poeta que apela a um mundo mais justo e solidário. A sua morte, não teria tido para mim um significado tão grande, como teve, não fosse o facto de ela ter ocorrido poucos dias depois de ter conhecido a sua poesia. Deixou-me uma sensação de vazio este poeta recém-descoberto mas deixou-me também a certeza de que, nunca é tarde para descobrir pessoas em vida, mesmo que a vida dessas pessoas se tenha tornado tão curta após o momento da descoberta.
Fica aqui também o meu muito obrigada ao meu amigo Félix Menkar - http://neosofias.blogspot.com/ -
também ele poeta, por me ter permitido conhecer as palavras de Ángel González.
AHA
A qué mirar, a qué permanecer
Seguros de que todo es asi
Seguirá siendo...
Jamás pudo ser de outra forma
Compacto y duro
Este perfecto en su cadência
Mundo!...
Preferible es no ver
Meter las manos en un oscuro panorama
Y no saber qué es esto que aferramos
En un puro afán de incertidumbre, de mentira
Porque la verdad duele!...
Y lo único que te agradezco ya, es que me engañes
Una vez más
Te quiero mucho!...
(Ángel González)
1 comentário:
Uau! Gostei muito de ouvir o poema dito pelo poeta, tinha realmente uma voz quente e sensual e o poema também o é!
Quantas vezes a verdade dói e nós, sempre na ânsia de a querarmos saber!
Obrigada pela oferta, Ana.
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