sexta-feira, 20 de setembro de 2019

AMIZADE SÓ ISSO

2ª-feira 16 de Setembro 2019

Na sala de espera da urgência Oncológica do Hospital São Francisco Xavier - Lisboa

Desde as 9.30 h da manhã que acompanho a minha amiga, minha irmã de coração, aquela irmã de sangue que nunca tive.
Tempos houve que ela era uma força da natureza. A forte da família e dos amigos, a quem todos recorriamos nas horas de aflição.
Médica de formação, amiga de coração.
Agora tem a face desfigurada de quem sofre física e emocionalmente.
Dá profundos e sentidos suspiros, para conseguir melhor respirar dá ais baixinhos, para além dos vómitos que de quando em quando lhe fazem sair os olhos das órbitas.

São 14.39 h da tarde, ainda não há veredito «fica internada? não fica?», se eu já não tenho posição nestas malditas cadeiras, imagino ela, que olha para mim de 10 em 10 minuto e diz baixinho:
- Quero ir para casa deitar-me

Desesperada levanto-me, entro pela urgência adentro e procuro uma enfermeira ou, com  sorte, talvez a médica que está de serviço.

«Tem de esperar! ah! isso  não sei! Pois compreendo, o resultado das análises já chegou mas a médica ainda as pode ver! Tem de esperar lá fora...... respostas mais ou menos em tom simpático outras nem tanto. Mas ninguém me disse: a doente quererá deitar-se? quererá uma cadeira mais confortável? São já estas horas, ela precisa de comer alguma coisa? nada...... » 
Claro que a estas horas da tarde eu já lhe tinha perguntado várias vezes se queria comer alguma coisa, como resposta tive sempre..... estou tão mal disposta queria ir para casa. Tinha uma maçã na carteira que aos poucos conseguiu e  acabou por ir comendo.

16.25 h
Peço-lhe paciência e faço-lhe uma festa na testa. Verifico o nível da máquina de oxigénio portátil e vejo que está a ficar sem bateria. Empurro-lhe a cadeira de rodas para junto de uma tomada eléctrica, para lhe carregar a bateria, do "bobi" como carinhosamente ela chama ao aparelhómetro. Ajeito-a na cadeira e ela com um sorriso triste, muito triste, olha-me nos olhos e diz-me baixinho:
- Desculpa amiga!
Eu pergunto-lhe o que é que ela acha que lhe tenho de desculpar?
Ela responde-me:
- Eu sei que tenho outras pessoas que também se dispunham a ajudar-me e a acompanhar-me, a minha filha, as minhas irmãs, algumas amigas, mas eu sinto-me bem contigo.... Desculpa o meu egoismo, estás a deixar a tua vida para estares aqui comigo.
Apeteceu-me chorar mas segurei as lágrimas, não era hora de fraquejar e deixar as emoções vencerem.

Sorri-lhe e só conseguir dizer-lhe:
-Obrigada eu Di...... por me deixares sentir este sentimento tão ameno que é a verdadeira amizade. Desculpa me tu a mim, por não conseguir salvar a tua vida como tu salvaste a minha e a da minha filhota, a tua afilhada.

...

Há quase 44 anos quando ela me acompanhou no meu primeiro parto apesar de já ser médica foi na qualidade de amiga. Tinha eu 19 anos feitos havia pouco tempo, acabou por ser ela a salvar-me a vida durante um parto terrível, parto em que entrei em coma e a minha médica assistente entrou em pânico.... foi ela que me estendeu a mão sem me deixar ir..... 

DESCULPA POR NÃO PODER FAZER MAIS NADA ALÉM DE TE CONFORTAR NESTES MOMENTOS TÃO DÍFICEIS PARA TI MINHA AMIGA DE SEMPRE
DESCULPA!!!!!































segunda-feira, 4 de maio de 2015

MAIAS

As «Maias» giestas amarelas, insignificantes quando cada uma por si... magestosas quando formam matas e matas.... impossível ficar indiferente quando me levanto e vou à varanda das traseiras da minha casa,a beleza do que vejo abana a minha alma e os meus sentidos.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Quando a Serra se encontra com o Mar



Dois Serranos a olhar o mar.... O meu neto Rodrigo com quatro anos e o meu cão Serra da Estrela Balú com quatro meses

quarta-feira, 11 de março de 2015


A musica é linda! a letra é aflitiva! se isto não alertar consciências, então direi como já esta semana li, « O mundo está cheio de seres e vazio de humanos».
Pena ser por um motivo tão triste, mas oiçam.... e partilhem!

Porque gosto !!!!! simplesmente

segunda-feira, 2 de março de 2015

SORTELHA



A aldeia histórica de Sortelha, situada no concelho do Sabugal, foi recentemente considerada uma das mais belas aldeias do mundo. Situada no alto de um monte elevado, a mais de 760 metros de altitude, numa região muito acidentada, de cariz granítico, Sortelha é uma povoação ornada com penedos e barrocos, onde as casas encostam e assentam. Esta disposição das casas, expostas ao sol, explica o cognome de "lagartixos" dado aos seus habitantes. É uma aldeia em granito, com ruas e vielas tipicamente medievais, fechadas por um círculo de muralhas, vigiado por um sobranceiro castelo do século XIII. Sortelha continua a ser certamente uma das mais belas e antigas povoações do nosso País, cujo traçado pouco se alterou nos últimos 500 anos. À época da Reconquista cristã da península Ibérica, Pena Sortelha, como então era chamada, constituiu-se em defesa da região fronteiriça, disputada entre Portugal e Castela. A partir de 1187, D. Sancho I (1185-1211) tomou medidas para repovoar o lugar, e foi o seu neto homónimo, D. Sancho II que concedeu foral à vila (1228), época provável da edificação do castelo. A cerca da vila seria beneficiada por D. Dinis no século XIII que, a partir da assinatura do Tratado de Alcanises (1297), fixou as fronteiras para além das terras de Riba-Côa. No século seguinte, foi erguida uma nova cerca por iniciativa de D. Fernando. No século XV sabe-se que o alcaide do castelo era Manuel Sardinha, sucedendo-lhe Pêro Zuzarte. Em 1510, D. Manuel I (1495-1521) renovou o foral da Vila, mencionando que os seus habitantes não estavam obrigados a dar hospedaria aos grandes e pequenos do reino, se essa fosse a vontade do povo de Sortelha. Esse soberano também iniciou uma campanha de obras no castelo, dentre as quais subsiste a emblemática manuelina sobre a porta. Em 1522 Garcia Zuzarte tornou-se alcaide-mor. Nesse século ainda, o nobre D. Luís da Silveira, guarda-mor de D. Manuel I e de D. João III (1521-1557), adquiriu o castelo, tornando-se seu alcaide, conferindo-lhe D. João III o título de Conde de Sortelha.

(O texto não é da minha autoria)
Sempre que me lembro ou falam de Sortelha, lembro um dia que por acaso por lá passei.... estavam a rodar um filme que nada soube sobre ele..... o tempo passou já lá vão muitos.....

domingo, 1 de março de 2015

IDADE

eu já cheguei aqui neste mesmo ponto