segunda-feira, 4 de maio de 2015
segunda-feira, 16 de março de 2015
Quando a Serra se encontra com o Mar
Dois Serranos a olhar o mar.... O meu neto Rodrigo com quatro anos e o meu cão Serra da Estrela Balú com quatro meses
quarta-feira, 11 de março de 2015
segunda-feira, 2 de março de 2015
SORTELHA
A aldeia histórica de Sortelha, situada no concelho do Sabugal, foi recentemente considerada uma das mais belas aldeias do mundo. Situada no alto de um monte elevado, a mais de 760 metros de altitude, numa região muito acidentada, de cariz granítico, Sortelha é uma povoação ornada com penedos e barrocos, onde as casas encostam e assentam. Esta disposição das casas, expostas ao sol, explica o cognome de "lagartixos" dado aos seus habitantes. É uma aldeia em granito, com ruas e vielas tipicamente medievais, fechadas por um círculo de muralhas, vigiado por um sobranceiro castelo do século XIII. Sortelha continua a ser certamente uma das mais belas e antigas povoações do nosso País, cujo traçado pouco se alterou nos últimos 500 anos. À época da Reconquista cristã da península Ibérica, Pena Sortelha, como então era chamada, constituiu-se em defesa da região fronteiriça, disputada entre Portugal e Castela. A partir de 1187, D. Sancho I (1185-1211) tomou medidas para repovoar o lugar, e foi o seu neto homónimo, D. Sancho II que concedeu foral à vila (1228), época provável da edificação do castelo. A cerca da vila seria beneficiada por D. Dinis no século XIII que, a partir da assinatura do Tratado de Alcanises (1297), fixou as fronteiras para além das terras de Riba-Côa. No século seguinte, foi erguida uma nova cerca por iniciativa de D. Fernando. No século XV sabe-se que o alcaide do castelo era Manuel Sardinha, sucedendo-lhe Pêro Zuzarte. Em 1510, D. Manuel I (1495-1521) renovou o foral da Vila, mencionando que os seus habitantes não estavam obrigados a dar hospedaria aos grandes e pequenos do reino, se essa fosse a vontade do povo de Sortelha. Esse soberano também iniciou uma campanha de obras no castelo, dentre as quais subsiste a emblemática manuelina sobre a porta. Em 1522 Garcia Zuzarte tornou-se alcaide-mor. Nesse século ainda, o nobre D. Luís da Silveira, guarda-mor de D. Manuel I e de D. João III (1521-1557), adquiriu o castelo, tornando-se seu alcaide, conferindo-lhe D. João III o título de Conde de Sortelha.
(O texto não é da minha autoria)
Sempre que me lembro ou falam de Sortelha, lembro um dia que por acaso por lá passei.... estavam a rodar um filme que nada soube sobre ele..... o tempo passou já lá vão muitos.....
domingo, 1 de março de 2015
sábado, 28 de fevereiro de 2015
O frio
O João e a Isabel, eram da Serra, do cume, junto da estrela maior. Ele pastor, muito jovem, ela jovem e bonita. De longos cabelos loiros, pouco abaixo da cintura.
O pastor vinha à aldeia uma só vez, se podia. O resto era o rebanho, as frias noites de neve. O resto era Isabel, em sonho, na escuridão.
Isabel era o João, junto ao adormecer, com os carinhos tão longe, onde a neve era mais fria.
O pastor passou novembro e quase dezembro também. Em azáfama fazia, o pente de Isabel. Nele pôs o ar da serra, o perfume das giestas, as longas noites de ausência.
João, veio dos montes. Imitou um chilrear. Três vezes e sem resposta, sem um assomo à janela. Deixou-lhe, junto ao degrau, o pente do ar da serra.
Isabel foi ao João, imitou um chilrear, três vezes e sem resposta, nem um assomo à janela. Deixou-lhe junto ao degrau, um embrulho agasalhado.
No céu limpo havia lua, chegaram aos dois degraus, a Isabel teve o seu pente, perfumado de giesta, o João um gorro de oiro, dos cabelos de Isabel.
(este conto não é meu, contou-mo já não sei quem...)
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)


.jpg)

