
Na guerra pelo “progresso” o Homem não mede esforços nem as consequências dos seus actos. O importante é avançar, mesmo que para isso tenha que destruir os recursos naturais essenciais à sobrevivência e, numa luta desigual, vai avançando. A resposta da Natureza pode tardar mas não falha! Às vezes a resposta é intrigante, outras, desafiadora, só precisamos saber interpretá-la. Silenciosamente, esta árvore, respondeu à destruição e ao desrespeito, insistindo e exigindo o seu espaço para expor a beleza das suas flores e a generosa sombra da sua copa, numa grande demonstração de energia e desejo de viver. Derrubada e transformada em poste de suporte para fios da rede eléctrica!!, o Ipê amarelo não se entregou e, numa reacção maravilhosa, recuperou a força. Revoltou-se contra a condenação injusta que lhe foi imposta, fincou pé e readquiriu vida.
Criou de novo raízes.
Cresceu, cresceu...
E numa explosão colorida pelo sol, esbanjou alegria e beleza à sua volta. Presto aqui homenagem ao Ipê amarelo, (com honras de ‘I’ grande) que nos dá uma grande lição.
É possível a vida, mesmo que nos tirem o chão, quando a vontade de viver é grande, nada nos faz parar, é só preciso resistir e insistir, para continuarmos a existir!...
AHA
1 comentário:
Bravo Ana, fantástico!!!!!
Em tempos vi uma situação um pouco semelhante, mas não tenho registo de imagem. Uma árvore que abraçou um tubo de canalização, era esse o seu espaço e ela o reclamou. Ficou então com uma torneira de onde se podia retirar água, imaginas?
Adorei o teu texto.
BEIJOS do tamanho deste Ipê Amarelo.
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