
A vida merece uma rosa
Eram sete horas da noite, ela entrou pela porta da esquadra do seu bairro e dirigiu-se ao balcão.
Estava de tal modo perturbada que se lhe tapassem a boca rebentaria.
Era um agente novo, principalmente bem educado e calmo que estava do outro lado.
Na sala estavam outras pessoas, cada um com seus problemas para resolver, mas ela nem reparou.
- Venho participar uma agressão, disse ela – tenho sido vítima de agressão psicológica por parte do meu marido e hoje foi física.
O agente perguntou, quando foi isso, ela respondeu, foi agora!
Depois deste episódio tudo se transformou na sua vida, nunca mais nada seria igual. Uma coisa ela sabia, não voltaria a estar de livre vontade de baixo do mesmo tecto com aquele que há 23 anos atrás tinha escolhido para partilhar a vida inteira.
Moral da história: viva a liberdade de escolha, um dia tens, no outro não tens nada, mas a vida continua e de tristezas está o inferno cheio, um viva à vida e ao amor que descobrimos que os outros, incondicionalmente tem por nós.
Estava de tal modo perturbada que se lhe tapassem a boca rebentaria.
Era um agente novo, principalmente bem educado e calmo que estava do outro lado.
Na sala estavam outras pessoas, cada um com seus problemas para resolver, mas ela nem reparou.
- Venho participar uma agressão, disse ela – tenho sido vítima de agressão psicológica por parte do meu marido e hoje foi física.
O agente perguntou, quando foi isso, ela respondeu, foi agora!
Depois deste episódio tudo se transformou na sua vida, nunca mais nada seria igual. Uma coisa ela sabia, não voltaria a estar de livre vontade de baixo do mesmo tecto com aquele que há 23 anos atrás tinha escolhido para partilhar a vida inteira.
Moral da história: viva a liberdade de escolha, um dia tens, no outro não tens nada, mas a vida continua e de tristezas está o inferno cheio, um viva à vida e ao amor que descobrimos que os outros, incondicionalmente tem por nós.
7 comentários:
A dor do sentir fica-nos marcada nos lábios em seco, porque o sentir é amargo quando a doçura de um homem apodrece porque fica madura demais...
Gostei imenso do teu texto.PARABENS!
Ah,esquéci-me de te dar as rosas,porque a vida merece uma rosa e tu mereces muitas.
Ana, obrigada pelas rosas.
A dor de sentir na alma doí mais que a dor física, falo por experiência.
Um beijo e uma rosa também para ti
A propósito deste texto deixo aqui um outro que li e vem muito a propósito.
Rosa, 46 anos, casada com João(47) mãe de Isabel(24) e de Ricardo(22), sofreu duante muitos anos, uma vida de insultos e pancada.
Poucos eram os dias em que, o marido, visto na vila como cidadão exemplar, não a agredisse, verbal e fisicamente.
Rosa tudo foi aguentando, pelo bom nome da família, mas quando um dia a filha saiu de casa, sem dar explicações, começou a ligar as pontas e descobriu que o marido assediava a filha.
Naquele ano, João foi nomeado juiz da festa em honra do padroeiro da vila e, segundo ele, já não era sem tempo.
No dia da festa e depois do arraial e foguetório da véspera, João começou a aperaltar-se muito cedo. A missa com sermão e a procissão, iam ser o momento de glória.
Indumentária toda a estrear mas, a GRAVATA de seda, foi a prenda da Rosa que sempre mostrou orgulho pelo cargo do marido e este, em sinal de reconhecimento, pediu à mulher que lhe fizesse o nó em que, diga-se em abono da verdade, Rosa era exímia.
Com os vagares da experiência, lá foi dando as voltas até ao momento de ajustar e Rosa apertou, apertou e apertou...
Aguarda julgamento, tendo como visita, os filhos que, em toda a vila, foram os únicos a absolvê-la.
Para todas as Rosas deste país, a nossa solidariedade e a recusa da resignação.
Mais uma história de vida, Ana.
Quantas situações de desespero terminam tragicamente?
É sempre mau, negro, quando a tragédia é o final «possível» para aqueles que se deixam violentar´`as vezes durante toda a vida ... é o luto por completo.
Pior que a coragem de denunciar é o medo que domina os sentidos e anestesia a alma e o corpo!
Ainda a propósito e porque a violência não pára de nos surpreender, deixo aqui um site muito interessante de se visitar.
http://www.niputesnisoumises.com/
E porque eventualmente alguém pode passar por aqui e precisar de ajuda também deixo um site útil!
http://www.fjuventude.pt/programas/sites/violencia/
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