quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Contos A Pimenta dos ...





Fantasia no Equador


adaptação, "Equador" de Miguel Sousa Tavares




... como estava linda aquela tarde de Verão, deitada na areia aproveitava o que de melhor se tem da vida, as carícias do sol misturadas com a suave brisa a percorrer-me o corpo, nem mãos conseguem fazer sentir-me assim, entre o desejo e o prazer ... estava tão bem com o Universo que me deixei adormecer.

A minha sintonia tinha ficado naquela sensação de prazer e ... o sonho e a fantasia levaram-me a imaginar que estava no Equador, numa praia deserta.

“Eu era Ann ... estava sentada a dez passos, exactamente onde Luís Bernardo tinha deixado a roupa e mergulhara nas águas límpidas completamente nu.

Desatei-me a rir, como uma menina que tivesse acabado de fazer uma asneira.

(...)

- Vai-me passar a roupa? – perguntou ele, aguardando a resposta ansiosamente

- Pelo contrário: diga-me, como é que está a água?

- A água? Está óptima, está quente.

(...)

Resolvi pô-lo à prova, fui despindo o que trazia vestido até ficar completamente nua e comecei a caminhar em direcção à água.

Ele olhava-me com os seus olhos grandes e escuros procurando adivinhar o que eu iria fazer de seguida.

Finalmente levantou-se da água e recebeu-me de pé encostando o seu corpo ao meu, senti o meu peito encostado, espalmado contra o seu, as nossas coxas fundirem-se, a minha boca, sôfrega, mergulhar na dele ficando assim como que entranhados um no outro.

Soltei-me e mergulhei na água tépida e ele seguiu-me. Eu queria que ele ficasse louco de desejo e deixei que me alcançasse ali, debaixo de água, rodopiando, colados um ao outro e o mar a acariciar-nos os corpos nus.

Emergimos da água de joelhos na areia, ele puxou-me contra si e voltou a procurar a minha boca que agora tinha uma mistura de sabor de mel e sal, senti a textura da sua língua que percorria a minha sem pudor.

Foi então que me puxou para fora de água me dobrou pela cintura junto á areia molhada e me fez cair de costas no chão.

Esmagavam-se os nossos corpos como animais no cio, entregues pelo mar à areia da praia, para que consumíssemos o desejo.

Ele deslizou as mãos pelos meus peitos, e eu senti o prazer do contacto dos seus dedos a aflorarem os bicos duros de excitação.

A minha mão procurou o seu sexo, segurando-o com força, deslocando-o na minha barriga e, arqueando-me ligeiramente abri as pernas e encaminhei-o para dentro de mim.

A entrega completou-se, começou por entrar em mim, primeiro devagar, como quem quer conhecer, encontrou-me molhada de algo mais que não fosse o mar, e, com um suspiro quase inaudível, entrou fundo, tão fundo que sentimos a terra girar sobre as nossas cabeças e o chão de areia a tremer como o meu corpo.”

Não queria acordar deste sonho mas só morrendo ficaria para sempre mergulhada na minha fantasia ...





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