Porque
o mundo não se afogou
com as lágrimas que derramei
nem a poesia morreu
quando degolei o poema
Agora
escondo-me entre as letras
antes de qualquer ponto final
num refugio desprendido
para assim poder ser
o apêndice do poema degolado
Porque
do poema que não leste
ficaram tatuadas na minha mão
letras de sangue
com elas pintei os lábios
Agora
escondida entre as palavras
com as rimas desenho sorrisos
e com o ponto final faço recticências
Ana (Dez.08)
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
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2 comentários:
Eheheh Ana como me fazes rir com os trocadilhos das tuas palavras.
Estás com instintos maléficos? escusas de te esconder por detrás de seja o que for. Agora que nos contaste o que fizeste vais ter de pagar com sangue, suor e lágrimas ...
Adorei.
Muito bem Ana! Gostei de ler e vou ler outra vez.
Nelson (romeiro)
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