
Este ano que passou foi um ano apaixonante para mim, senti finalmente que a minha liberdade não era só no papel, eu era mesmo dona dos meus sentidos, sentimentos, acções e que me podia apaixonar, chorar, fazer o pino que ninguém tinha mesmo nada a ver com isso.
Apaixonei-me, senti que o meu coração estava vivo e desenterrado da escuridão da prisão em que vivia.
Apaixonei-me, senti vibrar todo o meu ser quando um sinal era emitido e descobri que o meu coração estava mais vivo e palpitante que um tambor.
Apaixonei-me e ... sofri quando percebi que o que me fazia vibrar eras tu e não podias ser, bolas, onde te foste meter coração ...
Ai sim, encontrei um coração que também palpitava como o meu, que também se entregava como eu, foi aí que eu percebi que o meu estava apaixonado e que precisava de um colete de forças para o segurar, o teu não sei, nunca me disseste o que lhe fizeste!
Com alguma dificuldade lá encontrei um colete e o segurei para não cair ,mas ele palpita sempre que te falo e palpitou mais hoje que te tive perto de mim. Bolas como estás cada vez mais bonito e charmoso! Mas não sofro, já não, pois os corações não tem dono que não sejamos nós próprios, são pássaros livres e assim devem permanecer.
O meu tem asas que já lhas vi, são brancas como as dos anjos e ele aí está pronto para voar, cada batedela no voo faz outros como ele, olhar, tantos eles são os que já perceberam que são livres para voar e amar.
Quando me cruzo com corações aprisionados vejo logo nos seus olhos. São olhares tristes de quem nem sonha em voar!
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