RICARDO REIS
A FLOR QUE ÉS
A flor que és, não a que dás, eu quero
Porque me negas o que te peço
Tempo há para negares
Depois de teres dado
Flor, sê-me flor, se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perere
Sombra errarrás absurda,
Buscando o que não deste
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