Tu sabes, como tenho medo das palavras e como elas me cansam. Sei que há palavras que escrevendo-as nos escrevem. e que ao dizê-las nos perseguem, mas isso não me impedirá de ser livre e de procurar pôr nelas ternura, amigos, coisas simples; a vida...
Falo por exsperiência. Às vezes também dou comigo a pegar em certas páginas do meu passado, a relê-las, a rasurá-las. Tempo perdido, o das rasuras. É inútil procurar pássaros nos ninhos do passado.
Cabem muitos caminhos dentro da nossa vida sempre breve (sempre mais breve do que queremos), mas em todos há mensagens. Quero lê-las e tomar as notas imprescindíveis e lançar os passos para diante.
Erramos porque somos humanos, mas que isso não nos impeça de cantar todos os dias, não nos impeça de acreditar.
Erramos, deixamos muitas coisas perdidas pelo caminho, mas que isso não nos impeça de acreditar que aquilo que perdemos continua a ser nosso enquanto o procurarmos.
Também a «ave canta, mesmo que se parta o ramo, porque sabe que tem asas»
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